Ser PM na Era da IA: Lições, Benefícios e Preocupações (Parte 1)

Episode 1 July 10, 2026 00:20:29
Ser PM na Era da IA: Lições, Benefícios e Preocupações (Parte 1)
Can I Have It In Blue?
Ser PM na Era da IA: Lições, Benefícios e Preocupações (Parte 1)

Jul 10 2026 | 00:20:29

/

Show Notes

No primeiro episódio da 3.ª temporada do CIHIIB, Álvaro Bezerra e Carolina Strecht, ambos PMs na Subvisual, exploram como a IA está a transformar o trabalho quotidiano em produto, como a usam e os respetivos hábitos pessoais em fluxos de trabalho. Abordam ainda:

Encerram a primeira parte com a responsabilidade que advém de ser pioneiro nesta tecnologia e com a ideia de que grande parte do trabalho, hoje, passa por ajudar os outros a acompanhar esta evolução.

View Full Transcript

Episode Transcript

[00:00:07] Álvaro Bezerra: Olá e bem-vindos ao novo episódio do Can I Have It In Blue? O podcast sobre design, tecnologia, produto e o resto. Eu sou Álvaro Bezerra, PM da Subvisual [00:00:19] Carolina Stretch: e comigo tenho... Olá, sou a Carolina, sou PM da Subvisual. [00:00:24] Álvaro Bezerra: E sim, hoje vamos falar um bocadinho do que é que andamos a fazer com a AI, tanto no dia-a-dia, como nos nossos processos de trabalho, diretamente para a PM e também um bocadinho sobre como é que afeta todo o desenvolvimento de produto. Podemos começar por aí mesmo? Como é que tens usado a AI, Carolina? [00:00:45] Carolina Stretch: Sim, eu acho que isto é mesmo o Hot Topic de 2026. Sinto que há uma grande diferença de 2025, que não era algo que conversássemos tanto. E pronto, é mesmo o Hot Topic. Por que não começar por aí aí mesmo? Mas, olha, respondendo à tua pergunta, como é que tenho usado a AI? Todos os dias. Aqui na Subvisual tem sido todos os dias. Também temos muita motivação em volta disso, para usarmos a AI. E por acaso é um tema que é bastante interessante, porque houve aqui uma onda no início, quando a AI... Não quero dizer que apareceu, porque ela já está cá há algum tempo, mas houve aqui um momento em que houve aqui um boom. E por acaso foi bastante interessante começar a ver o pessoal a experimentar a AI. E pronto, chega o dia 2 a dizer-te que eu uso a AI todos os dias, em todos os projetos que estou inserida, como uma forma de me ajudar a organizar. Acho que neste momento é muito ajudar-me a organizar e ajudar-me a pensar às vezes. Pronto, não é assim a melhor coisa para se dizer, não quer dizer que a AI pensa por mim, mas ajuda-me a pensar. Acho que é a melhor forma de comunicar isto. [00:02:01] Álvaro Bezerra: Acho que é uma boa forma de pôr a situação. A AI não pensa por nós, mas é, sem dúvida, uma grande companhia nesse brainstorming. Bastar de soltar ali um back and forth ajuda muito a desbloquear e a considerar as assumptions. Sim, eu, AI, uso em tudo que posso mesmo. Acho que faço mesmo o desafio mental de hábitos e mesmo no dia-a-dia que tinha antigamente, pensar como é que agora posso fazer isto melhor com a AI. Acho que também tive, felizmente acompanhei desde o início, desde o início se tornou mais user-facing, não o desenvolvimento dos modelos em si, mas as aplicações, e sempre foi algo que eu gostei muito. Ajuda-me muito nos meus hábitos, principalmente sendo uma pessoa organizada, organiza muita coisa, e também tenho a necessidade de descarregar o pensamento, acho que já usei AI para várias coisas. Por exemplo, hoje em dia eu faço os meus diários a falar para a AI, que depois me transcreve e guarda-me tudo numa base de dados. O HUMBO ganhou logo quase imediato, principalmente com o modelo de geração de imagens, foi na minha campanha de Angels and Dragons. É incrível, é todo um novo mundo. Uma opção é conseguir criar as cenas que antes era preciso um artista e afins. Hoje não aconteciam. Agora poder gerar imagens, vídeos, de tudo o que imaginamos é muito fixe. E no trabalho também é o mesmo princípio, é em tudo que posso. Então o nosso trabalho de PM, que envolve muito arranging de informação, processar, às vezes processar a mesma ideia em artefatos diferentes, desde outputs de research, que depois se transforma numa PRV, que depois se transforma num ticket, acabava por ser muito trabalho manual de, ok, como é que eu vou traduzir este mesmo conceito para stakeholders diferentes, para objetivos diferentes, e agora com a AI é água do vinho mesmo. Todo este processo de criar, no sentido de passar, de criar os artefactos mesmo, em que eu só tenho que debitar ou dar as minhas restraints, os meus requirements, e faz-me toda a parte mais seca que era criar documentos, metê-los num sítio certo e afins, que é importante mas agora é muito mais straightforward. [00:04:35] Carolina Stretch: Olha, percebo totalmente, mas por acaso tenho aqui um contraste para fazer, que é, tu és um bocadinho, sem te querer chamar avelho, como eu, mas ainda és um PM da velha guarda, porque eu já sou, pronto, já estou na geração de PMs, que pronto, eu estou nesta área de produto há relativamente pouco tempo, como sabes o meu background é em desenvolvimento e a minha primeira interação com AI foi precisamente quando eu ainda fazia development e na altura foi um game changer enorme porque o tempo que eu demoraria a fazer algo com AI demorava para metade ou menos metade. Mas lá está, ainda era assim uma fase em que já existia clouds desta vida e sites gpts desta vida, mas eu ainda não estava assim muito dentro do assunto. E sinto que foi depois, quando entrei na equipa de produto e quando comecei a estudar mais o que é que é Product Management e estudar conceitos de produto em geral, foi aqui que houve aquele boom da AI. E por acaso é interessante porque a pain que tu sentes ou que tu sentias a fazer a documentação, por exemplo. É algo que eu, a trabalhar em produto, ainda não tive tanta essa frustração. Porquê? Porque dou uso à AI para me ajudar a fazer isto. E isto às vezes pode ser um bocadinho um tiro no pé. Às vezes eu penso nisso, às vezes eu fico a pensar, se calhar eu devia ter sofrido um bocado. Porque faz parte, não é? Faz parte de sofrer no sentido de... saber o que é que me custa, para depois quando vem uma solução eu sentir aquela lufada de ar fresco. Para mim a lufada de ar fresco é já fazer uma sessão de brainstorm, por exemplo, e estar ali numa sessão de brainstorm, usar todos os plugins da cloud. Eu ainda não queria nem começar a entrar por aí, mas Pronto, estar ali numa conversa e depois no final dizer, ok, perfeito, gera-me um fecheiro MD para podermos registrar esta conversa ou quero documentar isto de alguma forma. Ou seja, eu ainda não tive aquela frustração de dizer, agora vou ter que dividir o meu pensamento por secções e escrever isto tudo. E vou deixar aqui uma pergunta no ar. Uma pergunta, pronto, não sei se é retórica, mas sei que me vais responder a isto, que é. Isto para ti foi um game changer? Não foi? Porque para mim já faz parte do processo. Como é que tu achas? Achas que eu estou a ser batuteira? O que é que tu achas dos PMs a partir de 2026? [00:07:12] Álvaro Bezerra: Acho que são afortunados. [00:07:14] Carolina Stretch: Pois. [00:07:16] Álvaro Bezerra: Sem dúvida. Sim, eu comecei PEM em que o meu primeiro ritual básico era escrever, tomar notas das reuniões. E depois processar essas notas, mandar os outputs, os next steps. E a essência ainda está lá. Agora, para mim foi muito game changing com as ferramentas de transcrição, por exemplo, um dos ramos da AI. poder realmente estar numa reunião em que o meu principal foco não é só apanhar o conteúdo, transcrever esse conteúdo, mas sim poder estar a pensar nele e sabendo com confiança que tenho o mecanismo por trás que está a transcrever. Mas eu, no final, acabo sempre por rever o output em si e às vezes até fazer a pipeline manualmente. Agora, só isso já trouxe uma grande mais-valia. Nós lidámos muito com o context shifting, com muito tempo em reuniões e ausência de tempo de foco. então acabou por me acelerar imenso. Eu, atualmente, sinto que, há uns anos atrás, a minha carga de projetos atual ia ser com muito effort, porque eu ia acabar por ter que fazer os processos manualmente e lá está, aí gastava mais energia. Agora, com a mesma carga, pelo menos nessa parte, não é o problema. Eu agora até digo muito que documentação é de borla, no sentido... Mesmo. É ter uma I.A. e ter bons processos e workflows de agentes para criar essa documentação. Então permite-me estar em mais projetos e não só isso, ter energia para conseguir focar em coisas que realmente são importantes e que é necessário o nosso skillset, relação com os stakeholders, perceber os problemas do produto, entender toda a visão macro, todo o contexto e deixar que a AI faça o trabalho de bater chapa, de documentar, de escrever tipo uma PRD que depois cria os 10 tickets e com uns acceptance criteria e com uns OKRs e não sei o quê, isso já é given. E é curioso porque eu ainda tive a fase em que overall a documentação era disregada, também muito no contexto de projetos que costumamos trabalhar de coisas rápidas, zero to one, Documentação era sempre second plan, porque havia outras prioridades a fazer e depois havia aquela heurística de que as pessoas não leem documentação. E sim, é verdade até certo ponto, mas agora a IA e os agentes leem e estudam, então reforça muito mais a importância de ter documentação bem estruturada, bem cimentada, porque depois agiliza tudo across the line. Se o PM cria boas documentações de MV, que acabam por ser usadas pelos agentes de design para criar o protótipo, ainda melhor, ainda mais coerente, e por sua vez vai facilitar depois o desenvolvimento porque os agentes dos developers vão pegar, beber da mesma documentação. Então, sim, voltando à tua pergunta, eu acho que os PMs hoje em dia são afortunados por não ter que fazer tudo isto à mão, mas reconheço que aquela heurística, não podes automatizar o que não sabes fazer manualmente. Então entendo o teu pensamento, e acho bom, apesar de ser automatizado, qual é que é o core aqui? O que é que eu teria que fazer manualmente? Como é que eu iria entender as pains e perceber o valor do que estou a retirar? [00:11:14] Carolina Stretch: Exatamente. E por acaso, olha, tu ficaste num assunto que eu por acaso lembrei-me que, por acaso eu tenho a sensação que lá fora, no mundo, ou seja, quando eu digo no mundo é fora deste ambiente assim mais do trabalho, a AI também está a ser algo muito discutido. E por acaso é bastante interessante porque eu às vezes falo com pessoas totalmente alheias ao trabalho que eu faço E se eu disser eu uso AI para trabalhar, é uma visão totalmente descabida daquilo do que para nós o que é que é usar AI. Porque numa visão geral, isto é o que eu sinto, se calhar acaba por ser mais uma opinião pessoal, mas é ok, usas uma LLM qualquer, nem é bem uma LLM, Usas uns set de GPT e escreves lá coisas, aquilo devolve-te coisas e tu fazes coisas com isso. E nós temos todo um workflow e isto é toda uma rede, há toda uma hierarquia e passos a fazer quando tu usas a AI. E há bocado estavas a falar também que nas meetings não precisas estar tão focado naquilo que estás a tirar notas, porque já tens uma AI a correr por trás que está a tirar notas por ti e isso acaba por, pronto, acabas por estar mais atento, e eu também, isso também acontece-me imensas vezes, acabo por estar mais atenta, acabo por, se calhar, não estou a tirar tantas notas porque já estou a confiar que aquela AI me está a tirar as notas. E depois há todo um processo depois disso. O que é que eu faço com essas notas? O que é que acontece depois dali? Eu vou pegar aquelas notas e eu vou usá-las e eu vou, por exemplo, eu uso o cloud e dentro do cloud tenho projetos. Esta tem sido mais ou menos a minha way of work dentro dos projetos onde eu estou. Que, por exemplo, em casos específicos, ok, eu tive esta reunião, aqui estão as notas desta reunião. Quais são os outcomes que tu podes tirar daqui? Consegues identificar alguma red flag que me tenha passado? alguma coisa que foi conversada que já não conversamos há algum tempo e que é importante de salientar. Isto depois é um sistema, tipo uma cascata. O que é que isto vai desencadear? Ok, se calhar isto vai desencadear, se calhar precisamos de fazer aqui uma sessão de planeamento, ou preciso falar melhor com a equipa, ou preciso alinhar melhor com o cliente, alinhar expectativas, ou fazer uma sessão de brainstorm para novas fichas. Ou seja, há uma panóplia de caminhos que pode sair a partir daqui. Ou seja, usar AI não é só falar com um robô e receber um texto em volta. Há todo um workflow em volta disto que eu acho mesmo interessante. E acho interessante também porque sinto que isto é tão personalizável e há tantas formas de o fazer. E sinto que a forma de eu trabalhar ainda não está como eu quero. Ainda não estou a tirar o máximo de profit consigo porque parece que amanhã já vai haver uma nova forma de fazer as coisas, uma forma mais fácil ou alguém que foi mais criativo. e se alguém está a partilhar a forma de trabalhar e eu vou atrás dessa forma. Ou seja, isto para lançar outro tema para cima da mesa que é se queres partilhar um bocadinho das tuas formas de trabalhar e também se te sentes overwhelmed com isto tudo, porque é muito fácil entrar por aí também. [00:14:31] Álvaro Bezerra: Eu me sinto overwhelmed não precisamente porque Estou hype. Acho que AI é muito empowering, acima de tudo. E ao bocado mencionaste o facto de teres vindo de development. Eu por acaso tenho um percurso completamente diferente que é, como tu sabes, eu nunca escrevi código. Ou melhor, escrevi pouquíssimo código na minha vida, mas nunca ao nível de um developer. E a AI nisso desbloqueou-me bastante na minha vida. Tipo, desde fazer apps para uso pessoal, toda a questão de conectar APIs e MCPs, que antes não estavam ao meu alcance, agora é muito straightforward. Não digo fazê-la para produtos em produção, claro que não, porque há questões de segurança, scalability, que um engenheiro tem que considerar. para o meu way of working, para as minhas coisas pessoais, está perfeito. E era uma grande lacuna, nos meus processos, conseguir mandar informação de um lado para o outro. coisas que eu peguei nas minhas notas, para depois serem processadas no meu Knowledge Center do Notion, para depois serem pipelined para slacks, giras, liners desta vida. Eu tinha muito dos meus processos acabavam por ser fazer copy-paste de conteúdo, para passar para outro lado, adaptar e afins. E agora com capacidade de conseguir montar APIs e esse tipo de conexões facilita-me imenso e conseguir fazer full loop de todas as ferramentas. No meu way of working Eu acho que eu segui uma heurística mental, que é vou evitar usar UIs ao máximo, ou estar dependente de UIs ao máximo, porque ao longo de vários projetos, por exemplo um roadmap, que é quase tipo a medalha dos PMs, Os conceitos são sempre os mesmos, depois se é um roadmap no Linear, no Notion, no Jira. [00:16:41] Carolina Stretch: É natural mesmo. [00:16:43] Álvaro Bezerra: A máscara, com todos os MCPs, é quase para mim o Must Have Criteria para uma ferramenta, é que tem que ser o MCP, porque eu não vou interagir com a UI da ferramenta, eu vou interagir com o Codex, que é tipo a única UI que eu tento usar e por default devo conseguir fazer pipeline da informação para todas as outras plataformas necessárias e esse é o meu sonho, um dia só ter que interagir com a AI. Acho que vai ser... pode ser aqui algo dramático a dizer, mas a meu ver... [00:17:17] Carolina Stretch: Polêmico. Exatamente, polêmico. [00:17:19] Álvaro Bezerra: Mas a meu ver é... A AI vai ser a UI do futuro. Aquela visão de ter um Jarvis, tipo o Iron Man, em que tu comunicas o que queres e a AI faz os processos e as autenticações e whatever. E se vamos deixar de ter UI? Não. Agora, o que eu imagino que vai acontecer é, de alguma forma, a UI é quase tailored a ti. Não existe o site fixo, a plataforma e afins. No momento, a AI traz os componentes e o que é que tu precisas para aquele flow em específico ou para aquela job to be done. que tu como user estás a querer cumprir. Mas isto é a visão. E aí vou voltar a um tópico interessante que comentaste, que é sim a diferença que há entre quem está em tech, no ramo, e quem não está. E é toda a perspectiva que tem sobre a AI, não é? E eu, já algo pessoal, mas eu acho que nós temos a responsabilidade de educar a malta e aceitar que, tal como disseste, nós estamos na vanguarda da tecnologia. Para nós as coisas estão a mudar muito rápido e implica alterações novas. MCPs não era um tópico há meses atrás, mas surgiu e agentes também é algo novo. Agora nós temos que lidar com esse caos e usar e ver para onde é que a tecnologia progrede para realmente conseguimos depois educar a malta a usar, porque é o futuro. Acho que vai ser uma tecnologia que vai abrangir muitos ramos de formas muito diferentes e faz parte de quem trabalha em tech também diminuir esse abismo que existe. Sim, porque há muita malta que eu vejo dizer assim, eu use AI em tudo, mas resumo-se muitas vezes a usar o chat GPT para fazer perguntas e depois já é ótimo, mas depois batem nas limitações da tecnologia em si. Tipo, ah mas eu tentei fazer esta análise jurídica ou uma análise de crédito para comprar a casa pelo chat CPT e ele deu-me tudo mal. É provável. Se calhar com um workflow que entendo que pode ser difícil para quem não está no mundo da tech de implementar, mas existe, não é? Conseguir conectar MCPs aos dados corretos, trabalhar o skill para melhorar o workflow. E lá está aí, acho que cada vez mais, a curva ou o abismo se vai diminuir e chegar a mais gente. Mas acho que também parte um bocado de nós essa responsabilidade de educar. E é mesmo isso que vamos abordar na segunda parte deste episódio. Responsabilidade, a forma diferente como as empresas encaram a AI, como fazemos o nosso setup, a importância de manter o espírito crítico, boas práticas, entre outros temas. Fiquem atentos à parte 2. Até já.

Other Episodes

Episode 3

May 24, 2023 00:47:54
Episode Cover

Founding a design studio

In this episode, we invite Francisco Baila, a designer and now "a facilitator or someone that improves the environment for others to shine" to...

Listen

Episode 6

June 21, 2024 00:31:30
Episode Cover

The Dual Journey: Mentoring and Learning at Subvisual

In this episode of 'Can I Have It In Blue? Álvaro Bezerra, Product Manager at Subvisual, and Joana Gomes, Designer at Subvisual, delve into...

Listen

Episode 9

August 23, 2024 00:27:30
Episode Cover

Unveiling the Power of User Research in Product Design (Part 1)

In this episode of "Can I Have It in Blue?", Joana Gomes, João Ferreira, and Filipa Ribeiro explore the essential role of user research...

Listen